FRUTAS REGIONAIS SÃO DESTAQUE NA UFPA

Publicado por facom em 29 de março de 2017 às 16:44

Evento realizado no bosque da universidade ofereceu aos visitantes a possibilidade de conhecer novos sabores regionais

Texto e fotos: João Pedro Bittencourt

Quem ainda não conhecia rambutan e pitaia teve a oportunidade de experimentar esses e outros sabores regionais ainda pouco conhecidos na 6ª Edição do Degustação no Bosque, realizada na segunda-feira, 27, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Em uma manhã animada, com direito à música, os visitantes do bosque da universidade puderam experimentar, além de frutas regionais não muito conhecidas, como mangustão, doces e geleias feitos de frutas populares, como cupuaçu e goiaba.

Foto-1-Degustação-no-Bosque
Mesa com frutas, sucos e geleias para degustação

De acordo com a coordenadora do bosque, Gina Calzavara, o objetivo da iniciativa é valorizar ainda mais as áreas verdes da universidade. “A tendência é o concreto tomar conta”, diz. A ideia do evento é conectar a sociedade e a comunidade acadêmica às árvores do bosque, e, como grande parte dessas árvores são frutíferas, surgiu a ideia da degustação de frutas regionais.

Beatriz Lobo, caloura do curso de História, experimentou pela primeira vez o rambutan. “É uma fruta que pela aparência a gente fica meio desconfiado porque ela não é muito bonita. Dá até uma dúvida de como abrir ela, tem que ser na força. Mas é gostosa, bem doce. Me surpreendi.” Quem também se surpreendeu com uma fruta foi a ecóloga Márcia Soares. Ela provou o bacuripari também pela primeira vez. “É uma fruta que parece uma pupunha com gosto de genipapo, só que o nome é bacuripari”, conta ela, surpresa.

Foto-2-Degustação-no-Bosque
Márcia Soares ao lado do símbolo do evento, uma roda de bicicleta com vasos de plantas

Márcia está no segundo semestre da gestação e já faz planos para levar o filho ao bosque. “Como sou ecóloga, quero ensinar muitas coisas para ele e também quero que ele se familiarize com as plantas aqui do bosque da universidade.” Para ela, a iniciativa é muito importante para a comunidade e comemora o crescimento do evento a cada ano. “Eu sempre me interessei pelo evento, mas pela gravidez não posso ajudar praticando esforço físico. A cada dia que passo aqui no bosque eu vejo a evolução, me surpreende”, afirma.

Juliana Souza, estudante de Pedagogia, ressalta a importância de evento como esse que, além de integrar a comunidade à natureza, também se torna em um momento de relaxamento. “Às vezes sentimos uma pressão tão grande aqui na universidade por causa de estudos e provas, principalmente agora que é final de semestre. Então esse momento é muito importante não só pela questão da integração, mas também para espairecer, conversar, socializar.” Juliana estava acompanhada da amiga Samara França, que cursa Engenharia sanitária e ambiental.

Foto-3-Degustação-no-Bosque
Samara, à esquerda, lembrou da infância ao participar do evento. A amiga Juliana, à direita, destacou a importância de um momento de relaxamento como esse

Para Samara, a fruta que mais marcou não foi uma das frutas exóticas disponíveis na degustação. Ao comer um cacau, Samara lembrou da infância: “A minha avó tinha muitos pés de cacau no quintal dela e a gente sempre estava comendo. Então agora que eu vi o cacau, não consigo mais largar. Fiquei muito feliz”. “Isso é alimento para a alma”, completa Juliana.

Símbolo do evento – O símbolo da 6ª Edição do Degustação no Bosque foi uma roda de bicicleta, enfeitada com pequenos vasos de plantas características do local na universidade. De acordo com Gina Calzavara, a escolha se deve ao fato de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter definido 2017 como o ano do turismo sustentável. “Objetivo da roda de bicicleta é refletir sobre a sustentabilidade e, como precisamos sinalizar a questão da sustentabilidade, nós achamos usar esse como um dos símbolos. Se sustentabilidade é andar de bicicleta, por que não usar como jardim também?”, completa.

VOLTAR
MAIS NOTÍCIAS