UFPA GANHA PROJETO DE EDUCAÇÃO SOCIAL

Publicado por facom em 29 de março de 2017 às 16:42

Ter-Ser Histórias será voltado para crianças de comunidades carentes, com jogos teatrais e atividades lúdicas

Texto: Krisllen Mayra
Foto: Sarah Quaresma

Promover uma educação em direitos humanos para as crianças de comunidades carentes é o objetivo do Ter-Ser Histórias, projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA). Recentemente aprovado na seleção do Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX-2017), ele foi criado por Paula Barroso, aluna de Psicologia, em parceria com a professora de Psicologia da Educação Maria Lúcia Lima e com o professor de Educação Básica Thiago Lima.

Projeto-Ter-Ser-Historias
Reunião do projeto Ter-Ser Histórias, na UFPA: educação com foco na autonomia

O projeto propõe a educação social por meio de oficinas com jogos teatrais, narrações de histórias e ludicidade, tendo em vista a valorização do ser. Para a coordenadora do projeto, Maria Lúcia, essa forma diferente de aprendizado estimula as crianças, e um dos pontos interessantes desse trabalho é a possibilidade de educar para a autonomia. “Porque educando para autonomia é que a gente tem a possibilidade de ter crianças críticas, crianças que queiram ampliar as suas formas de vida e não aceitar certas imposições, que a vida muitas vezes as submete”, afirmou.

No momento o projeto está em processo de planejamento, mas tem previsão de começar em maio e vai trabalhar no Porto do Sal, em Belém, e na comunidade quilombola do Caeté, em Abaetetuba. Segundo Paula, as atividades serão realizadas semanalmente durante três meses em cada localidade e explicou a escolha desses locais: “É um local que eu sinto que preciso atuar, uma comunidade carente. Uma realidade diferente da que eu vivo, mas que pertence a mim, por que pertence ao mundo”.

Paula destaca ainda a importância da educação na formação de sujeitos conscientes e que as crianças são a base para construir uma sociedade melhor. “A ideia é trabalhar com crianças porque eu acredito no novo. É uma atitude de esperança, de produção de mudança nas crianças para que elas no futuro produzam mudanças, a partir de ideias e as ideias se transformem em ações. Então é um projeto micro que pretende atingir o macropolítico”, declarou.

Apesar de precisar de mais voluntários, a professora Maria Lúcia tem expectativas positivas e contou o que espera do projeto. “Minha expectativa é que muitas pessoas se envolvam e que a gente consiga executá-lo de uma maneira potente, que realmente afete as crianças, que consiga provocar transformações instigantes na vida delas, mais também das famílias.”

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